FALTA DE VACINAS É JUSTIFICADA PELO ESTADO

Novo lote de vacinas chegou à cidade, mas repasse ainda é incompleto

Postada em 25 jan 2019

A Vigilância Epidemiológica, recebeu na manhã desta quinta-feira o pedido bimestral de vacinas que foi encaminhado pelo Estado através da 9a Regional de Saúde. O pedido vem após a falta da Meningo C nas unidades básicas e atende parte da demanda solicitada pelo município. O novo pedido porém não conta com as vacinas: varicela, raiva e HPV. O estoque do município está zerado para as vacinas varicela e HPV.

A escassez da meningocócica foi verificada ainda no final de 2018, quando a atualização da caderneta de vacina foi condicionada à matrícula na rede de ensino.

“O município realiza pedidos bimestrais de vacinas de acordo com a média de doses aplicadas em meses anteriores, e quanto à vacina da Meningo C nos últimos meses não estamos recebendo o que tem sido solicitado ao Estado”, explicou Adriana Izuka, coordenadora do programa de Imunização do Município.

O planejamento na cidade, consistiu num pedido de 6 mil doses da vacina Meningo C para atender à demanda. Com a chegada do último pedido (24), quando foram enviadas 1.640 doses, quantidade insuficiente para atender a demanda. “Vamos realizar um pedido extra para solicitar o quantitativo de doses que não foram enviadas no pedido bimestral, alertou.

Nota

O Centro de Medicamentos do Paraná – CEMEPAR informou em nota que devido a transferência de toda base operacional e câmaras frias do Rio de Janeiro para São Paulo, ocorreu o atraso no recebimento dos imunobiológicos no Estado do Paraná.

Informou também que dos imunobiológicos a serem recebidos em dezembro de 2018 pelo CEMEPAR, um grande volume ainda não foi entregue. “Por isso haverá atraso no envio do pedido bimestral de algumas vacinas, por exemplo, a Varicela e HPV, que ainda não há previsão de recebimento”, aponta o comunicado.

Outro problema relatado pela nota foi o recebimento de vacinas com curto prazo de validade. Para tanto faz o apelo à utilização otimizada, para evitar perdas.

Estado

A Secretaria de Estado da Saúde (SESA) ainda emitiu uma segunda nota informando que está realizando uma operação emergencial para avaliar a situação dos municípios paranaenses com relação às vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. “Nos últimos anos, o PNI, que já foi o espelho da saúde pública brasileira, detentor de vários prêmios, vem passando por muitos abalos”, informou.

Em outro trecho, o diretor geral da SESA, Nestor Werner Junior justifica; “O Paraná, assim como outros Estados, está recebendo doses em quantidades insuficientes de quase todas as vacinas do programa. Um exemplo é o caso da meningocócica C conjugada. A nossa demanda é de 88 mil doses por mês e o ministério envia uma média de 66 mil. Ou seja, uma quantia bem abaixo da necessária”.

Por isso, a secretaria está fazendo um levantamento minucioso do estoque de cada uma das Regionais de Saúde, para que a nova gestão possa tomar providências. Para evitar o desabastecimento e atender a população da melhor forma possível, a SESA está fazendo um remanejamento entre as Regionais. “Nós estamos atentos a esse problema. Vamos fazer um contato ainda mais próximo com o Ministério da Saúde, do atual governo federal, para buscar uma alternativa para essas questões. A população precisa das vacinas e nós vamos em busca de uma solução para esses problemas”, afirmou o diretor.
AMN

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